Vários profetas da cultura já afirmaram que a TV um dia substituiria o cinema, inclusive Michelangelo Antonioni. Isso não acontecerá, da mesma maneira que os blogs nunca substituirão a mídia impressa, ou MP3 nunca substituirá cds e vinis. Mas a TV está ganhando, especialmente sob os ombros de empresas como a HBO, AMC e Showtime, que desfrutam de amplo orçamento e liberdade criativa, uma grandiosidade técnica e emotiva incrível.
Na minha lista não enumerei séries ou personagens, aceitei o desafio de enumerar episódios favoritos da história da TV. Dessa maneira, deixei de lado algumas de minhas séries favoritas do passado, como Frasier, Simpsons, Mad about you ou Wonder Years, por serem uniformes demais e elegi episódios que se destacam do bando, impressionam como obras de arte isoladas e dignas de tela grande e pipoca. Previously, on Antologia TTF...
domingo, 24 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Antologia TTF #2 - Momentos do cinema
Um bom cinéfilo nasce cinéfilo? Talvez. Talvez exista uma sensibilidade que antecede até mesmo o primeiro filme que assistimos na vida, uma mania de ver o mundo através de cenas, de enquadrar e registrar com os olhos e com memórias a poesia do cotidiano. Mas pode perguntar para qualquer cinéfilo - todos nós possuimos aquela lista de momentos os quais creditamos toda a culpa (na verdade, a honra) de nos transformar em apaixonados pela sétima arte.
Mais do que nunca me sinto na obrigação de repetir: a Antologia TTF não é um post que escolhe as melhores, mais bem dirigidas ou mais importantes, é um post em que revelo meus favoritos pessoais, cenas que são recorrentes na minha mente. Isso me faz deixar muitos mestres da técnica de fora da lista, então, me perdoem Scorsese, Antonioni, Resnais ou Hitchcock.
Mais do que nunca me sinto na obrigação de repetir: a Antologia TTF não é um post que escolhe as melhores, mais bem dirigidas ou mais importantes, é um post em que revelo meus favoritos pessoais, cenas que são recorrentes na minha mente. Isso me faz deixar muitos mestres da técnica de fora da lista, então, me perdoem Scorsese, Antonioni, Resnais ou Hitchcock.
domingo, 10 de junho de 2012
Antologia TTF #1 - Letras de músicas
Existe uma diferença básica entre o crítico e o fã, seja na música, no cinema, em qualquer meio artístico de sua escolha. O crítico que você lê diariamente é forçado a ser imparcial e acima de tudo, não-comparativo. O crítico não analisa um filme em comparação com outro que ele viu no mesmo mês, não deve condenar uma banda pois ela não fez outro álbum exatamente igual ao seu favorito. O crítico que você lê diariamente, você só o conhece a partir da opinião dele sobre um caso particular de arte, você não pode saber pelos seus textos se ele prefere terror ou comédias românticas, synth-pop ou grunge.
Um fã é subjetividade pura. Nos próximos meses, dedicarei os domingos do Through The Frames para um exercício interessante (e que, ao começar, não esperava que fosse tão desafiador). Tranco por um dia a crítica em um espaço na minha alma e deixo a fã digitar. Aqui não serão eleitos os melhores - serão expostos os meus favoritos. Começamos com um tipo de lista que todo fã de música tem em seu cérebro, guardada em alguma gaveta mental. 21 versos de músicas que me fazem retornar ao início de alguma música apenas para ouvir aquelas palavras novamente.
Um fã é subjetividade pura. Nos próximos meses, dedicarei os domingos do Through The Frames para um exercício interessante (e que, ao começar, não esperava que fosse tão desafiador). Tranco por um dia a crítica em um espaço na minha alma e deixo a fã digitar. Aqui não serão eleitos os melhores - serão expostos os meus favoritos. Começamos com um tipo de lista que todo fã de música tem em seu cérebro, guardada em alguma gaveta mental. 21 versos de músicas que me fazem retornar ao início de alguma música apenas para ouvir aquelas palavras novamente.
domingo, 27 de maio de 2012
Cannes 2012: palpites para a festa dos "Auteurs"
A foto acima é suficiente para definir a minha paixão por um certo festival que, ano após ano, mostra que em uma cidade paradisíaca, com praias impecáveis e hotéis luxuosos, as verdadeiras atrações turísticas estão nas janelas que ela empresta para arte do resto do mundo, ou mesmo no ato de caminhar sobre as pegadas dos maiores gênios da história do cinema, esperando um dia que as pegadas no tapete vermelho sejam suas. O Festival de Cannes.
Quantos grandes filmes já tiveram suas estreias na Croisette? Quantos cineastas históricos definiram ali seus destinos? Quantas estrelas deram seus primeiros passos nos calçadões do pequeno grande festival mais celebrado do cinema?
Se o Oscar é um novo álbum de Bruce Springsteen, uma reafirmação da qualidade de tudo que é tradicional, com o bônus de crítica social e mensagens reconfortantes, Cannes é um novo disco do Radiohead, uma viagem por vezes desconfortável, que divide o mundo entre aplausos e vaias e instiga a criatividade de futuros "auteurs" que prefeririam o belo estojo da Palma de Ouro em sua estante do que qualquer outro troféu.
Prever os resultados de Cannes não é fácil. Enquanto os grandes prêmios dos EUA ou UK possuem uma lógica interna permanente, inerente à tal de "academia", e vários indicadores como os prêmios das guilds e crítica, a lógica interna de Cannes muda a cada ano, a cada novo júri. A única constante, que retorna ano após ano? O respeito pela "sétima arte" que justifica a palavra "arte" em tamanho título de nobreza.
Melhor roteiro - Wes Anderson (Moonrise Kingdom) O consenso geral é simples: Wes Anderson fez o seu filme mais completo desde Rushmore em Moonrise Kingdom. E parte dos elogios está direcionada ao roteiro, cheio de personagens humanos e bem construídos.
Melhor direção - Alain Resnais (You Ain’t Seen Nothin’ Yet!) Alguns críticos já antecipam uma vitória "final" para o auteur de idade avançada Alain Resnais, que lançou em 2012 o que deve ser seu "A Prairie Home Companion". Uma homenagem final para um mito que nos presenteou com a obra prima Hiroshima Mon Amour e nunca ganhou um prêmio de "mise-en-scene" na Croisette? Nada mais justo.
Melhor ator - Mads Mikkelsen (The Hunt) Um homem encarando uma acusação de pedofilia é o personagem principal do tão elogiado "retorno à velha forma" do diretor Thomas Vintenberg, e o escolhido para dar vida a esse protagonista conflituoso é o ator Mads Mikkelsen, que pelo que indica a crítica, fez um ótimo trabalho. O prêmio pode ir ainda para o monstro sagrado Trintignant, por Amour, mas como o filme já levará outro prêmio na noite francesa...
Melhor atriz - Marion Cotillard (Rust and Bone) Um prêmio francês para a mais importante atriz francesa a despontar nos últimos anos. Cannes fica perto de casa ao premiar Marion por sua performance brutal em Rust and Bone, novo filme de Jacques Audiard (já viu "O Profeta"? Não? Assista agora) que dividiu opiniões no festival.
Jury Prize - Cosmopolis (David Cronenberg) Sim, dividiu opiniões. Sim, possui em seu elenco um ator odiado por muitos. Mas a nova obra de Cronenberg tem um fator político-filosófico que deve agradar Nanni Moretti e seus companheiros de júri, e representa um retorno de um dos diretores favoritos do festival.
Grand Prix - Holy Motors (Leos Carax) Ousado demais para um jurí tão artisticamente convencional como o liderado por Nanni Moretti e composto por Alexander Payne, Andrea Arnold, Ewan McGregor e Diane Kruger (temos um Jean-Paul Gaultier como a exceção que prova a regra), mas marcante demais para ser esquecido, a obra psicodélica de Leos Carax leva o famoso prêmio de "segundo lugar".
Palme D'Or - Amour (Michael Haneke) Sua segunda palma de ouro? Com apenas 3 anos de diferença? Haneke pode até não ter merecido, de acordo com o consenso da crítica, a vitória em 2009 por A Fita Branca, mas parece ter encontrado o tom com seu filme aparentemente devastador sobre a verdadeira natureza do amor, na velhice. Uma escolha mais convencional em um ano de um júri mais comedido.
domingo, 1 de abril de 2012
Lollapalooza Brasil 2012: minhas expectativas para o festival

Já vou começar esse post com uma declaração: no próximo fim de semana, não só estarei na efervescente São Paulo pela primeira vez na vida, como irei no meu primeiro festival de rock de grande porte. Sim, eu, que já escrevo sobre música há tempos, nunca pisei em um grande festival. O line-up do Rock in Rio nunca me atraiu. A lama do SWU, também não. E o Planeta Terra, mesmo trazendo artistas excelentes, nunca me deu o impulso necessário para me fazer ignorar a distância e partir de bagagem em mãos para a capital paulista. Para mim, esse fato, de nunca ter comparecido a essa que é uma das formas mais tradicionais, desde Woodstock, de apreciação musical, parecia uma enorme incoerência na qual finalmente colocarei um ponto final nos dias 7 e 8 de abril.
Como o Lollapalooza Brasil me conquistou? Três fatores foram decisivos. A proposta do festival simplesmente parecia mais organizada que a da maioria dos eventos similares. O line-up não parecia um shuffle desordenado. E o peso final da balança? A promessa de ver, ao vivo, uma banda que influenciou basicamente todo o meu gosto musical desde a primeira vez que ouvi uma certa My Hero em alguma tarde entediada na MTV.
Como marinheira de primeira viagem, posso afirmar uma coisa: estou explodindo de expectativa em relação ao festival. Não posso colocar uma cara blasé e assumir um lado cool que não existe nesse momento - as milhares de audições de Band of Horses e Manchester Orchestra no meu Grooveshark, o flood de vídeos no Facebook e no Twitter e depoimentos dos meus amigos e colegas logo apontariam a minha mentira.
Resolvi fazer esse post para mostrar as minhas principais expectativas em relação a cada um dos shows que pretendo conferir no Jockey Club paulistano no próximo fim de semana. Aí vai.
Sábado, 7 de abril
Cage the elephant
Minhas expectativas: antes eram altas, agora se resumem a dois eixos: que o show tenha mais do que as SEIS músicas apresentadas no Lolla Chile e que Matt Shultz esteja no mínimo das condições necessárias para ficar em pé e cantar.
Música essencial na setlist: In one ear
Seria uma excelente surpresa: Ain't no rest for the wicked
Frase para gritar junto: um "Aberdeeeeen" bem desafinado
Band of Horses
Minhas expectativas: conseguir um lugar na grade. Chorar até esgotar os pobres olhos. Se o maior motivo da minha presença no Lollapalooza é o Foo Fighters, Ben Bridwell e seu grupo de folk-rock conseguem a segunda posição com facilidade.
Música essencial na setlist: The Funeral
Seria uma excelente surpresa: The Great Salt Lake
Frase para gritar junto: "And no one's ever gonna love you more than I do"
TV on the Radio
Minhas expectativas: uma banda que demorou uns bons anos para me convencer, o TV on the radio ainda não reúne minhas expectativas mais altas, especialmente para um show grandioso em um festival. Preferia conferí-los em um local menor, mais intimista. Mas assistirei com muita curiosidade.
Música essencial na setlist: Wolf like me
Seria uma excelente surpresa: Will do
Frase para gritar junto: O refrão de Wolf Like Me.
Foo Fighters
Minhas expectativas: cumprir uma promessa que fiz para mim mesma quando tinha 14 anos, de não morrer antes de conferir um show de Dave Grohl e cia. ao vivo. Só isso já está de bom tamanho.
Música essencial na setlist: My Hero/Monkey Wrench (não me façam escolher)
Seria uma excelente surpresa: D.O.A.
Frase para gritar junto: esse é pra cantar tudo e sair sem voz.
Domingo, 8 de abril
Friendly Fires
Minhas expectativas: dançar até os pés doerem. O Friendly Fires é dono de mais ou menos metade dos hinos da minha fase meio eletrônica (sendo que o Klaxons é dono da outra metade) e ver tudo isso ao vivo será impagável.
Música essencial na setlist: Kiss of Life + dancinha do Ed.
Seria uma excelente surpresa: Photobooth
Frase para gritar junto: "I'll live... I'll live those days tonight"
Manchester Orchestra
Minhas expectativas: catarse. Manchester Orchestra taí para isso, os gritos de Andy Hull e o instrumental caótico. Eles não sabem escolher bem uma setlist. Mas é a vida, o que podemos fazer?
Música essencial na setlist: I've got friends
Seria uma excelente surpresa: I can feel a hot one? Virgin? Golden Ticket? qualquer um dos momentos mais suaves do grupo.
Frase para gritar junto: "The dirtier the sound the best I breathe"
MGMT
Minhas expectativas: MGMT no por-do-sol. Então, só espero que o Andrew cante direito e que eles parem, por favor, de eliminar Kids da setlist. Quem sabe até uma inclusão de Destrokk? Posso sonhar, vai.
Música essencial na setlist: Time to pretend
Seria uma excelente surpresa: Kids
Frase para gritar junto: "...now let's have some fun"
Foster the People
Minhas expectativas: diversão. Foster the people é o tipo da banda despretensiosa, e com um álbum apenas, então, as expectativas se resumem nisso.
Música essencial na setlist: Houdini, Call it what you want
Seria uma excelente surpresa: setlist previsível e sem espaço para surpresas.
Frase para gritar junto: o refrão de Pumped up kicks.
Arctic Monkeys
Minhas expectativas: uma das bandas que me converteram para esse tal de indie rock nos anos 00, mal posso esperar para ver Turner e cia. nos palcos. Mesmo sabendo que eles aparentemente odeiam minhas favoritas recentes da banda. E que a setlist não irá me agradar.
Música essencial na setlist: Teddy Picker, a melhor crônica sobre a música.
Seria uma excelente surpresa: Love is a laserquest, A certain romance...
Frase para gritar junto: "What do you know? Oh, you DON'T KNOW NOTHING"
domingo, 25 de março de 2012
A Arena

Filme: Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012)
Nota: 8,25
Para ler escutando: Manic Street Preachers - If You Tolerate This Your Children Will Be Next
Existe, na mente de todos nós, um filtro que torna a experiência de assistir a um filme de horror mais tolerável. O filtro da descrença. Aquele que avisa para o nosso consciente, a cada minuto, que não há razão para pânico, pois tudo aquilo não é real. Os fantasmas não vão te pegar, a rua está nesse instante livre de zumbis, não há monstro escondido embaixo de sua cama. Assim, algumas das histórias mais assustadoras são aquelas que escapam, inalteradas pelo filtro, e são percebidas por seu cérebro como possíveis... ou até mesmo prováveis. Kubrick e Burgess conseguiram isso com Laranja Mecânica. Em um grau completamente diferente, com importância e clima bem diversos, Gary Ross e Suzanne Collins conseguiram isso também. É o que prova a primeira parte da adaptação da saga Jogos Vorazes para o cinema.
O que impede o ser humano de retornar ao tempo em que a política do Pão e Circo levava escravos a lutarem até a morte nas arenas do Império Romano? Avançamos tanto assim que podemos ignorar o lado bárbaro que já nos dominou? E que ainda desponta em diversos momentos, com moradores de rua sendo mortos por membros "entediados" da classe média? É essa pergunta que deve assombrar a mente do espectador atento da saga Jogos Vorazes, cuja adaptação para o cinema, se bem feita, não deveria atenuar a brutalidade, violência e injustiça do "reality show" que retrata. Nesse aspecto, Gary Ross é bem sucedido, e acentua o aspecto revolucionário do livro que adaptou tão bem, no filme que é talvez o melhor passo inaugural que uma franquia infanto-juvenil já teve nas telonas.
Mas Jogos Vorazes, o livro, coloca um campo minado tão complexo e de difícil resolução como o que cerca os suprimentos dos tributos carreiristas na Cornucópia. Como mostrar o desenvolvimento de personagem, seu arco (não o literal, mas o literário), de Katniss, personagem trabalhada com perfeição no livro, se toda a narrativa é feita em primeira pessoa? Como transformar os pensamentos íntimos de Katniss em película? Ross tinha duas saídas, nesse caso: a primeira seria incluir uma narração em off, recurso que poderia resultar em um desastre. A segunda alternativa, definitiva e presente no filme, seria confiar na excelente Jennifer Lawrence, protagonista da adaptação, para revelar todos aqueles segredos e intenções com apenas gestos e olhares.
Apesar do trabalho brilhante de Lawrence, que faz de Katniss uma versão mais suave de seu grande papel, Ree Dolly, de Inverno da Alma, brechas inevitáveis são criadas na mente daqueles que assistem a Jogos Vorazes sem o conhecimento prévio de toda a narrativa literária de Collins. Assim, dois filmes convivem no mesmo espaço: aquele que os fãs assistirão, no qual Katniss é tão complexa quanto sua versão contida nas palavras (diria, inclusive, que esta é a protagonista mais realista e esférica de qualquer série literária infanto-juvenil), e o que os não-iniciados na série irão conferir nas salas de cinema.
A direção de Ross captura o caos da arena perfeitamente, injetando medo e adrenalina reais em diversas cenas de ação que, nas mãos de outra pessoa, poderiam se tornar apáticas e retidas no lugar comum, além de causar arrepios em momentos-chave da narrativa, como a "colheita" e o incidente de Rue. Mas nem tudo é perfeito: a direção de arte e o figurino, mesmo com o desafio de transformar em imagem o "exagero" dos moradores da Capital, tiram o brilho de certas cenas com uma aparência de descaso, e o final parece apressado, eliminando o impacto de alguns golpes importantes que se acumulam nas páginas derradeiras do livro.
Um departamento que não decepcionou foi o elenco. Além de Lawrence, que se firma cada vez mais como uma das grandes apostas de sua geração, Josh Hutcherson mostra que fez bem a transição do status de bom ator mirim, que conquistou em obras como a adorável comédia "ABC do Amor", para um papel mais denso, enquanto Donald Sutherland se destaca no elenco adulto com um vilão memorável. A trilha sonora acompanha o filme com precisão, e culmina nos créditos finais, embalados pela arrepiante Abraham's Daughter, do grupo Arcade Fire.
Os brutais Jogos Vorazes só existem por que também existe sua audiência, sedenta por sangue e entretenimento. Também só existe por que existe fome, desigualdade, dominação do mais forte sobre o mais fraco. E também deve sua existência à necessidade uma esperança, de um herói para capturar os corações dos menos favorecidos. Com tantos elementos apresentados como ficção científica mas vivenciados por nós, na atualidade, como não ser assombrado pelas perguntas levantadas pela obra de Collins? Como ter certeza da distância segura que a ficção mantém da realidade? A resposta está na frase mais recorrente do filme: May the Odds be Ever in Our Favor.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Resultado do bolão TTF: and the Oscar goes to....

Para ler escutando: The Black Keys - Gold on the ceiling
O vazio pós-Oscar é uma terrível sensação. No dia seguinte à cerimônia, já sabemos que a boa fase nas salas de cinema está desaparecendo perante nosso olhar... e dando lugar a uma sequência de filmes de terror tão reciclados que mais parecem remakes, comédias românticas com grandes elencos e pequenas ideias e sobras da temporada de blockbusters norte-americana. Mas em 2012, como há tempos não acontecia, o Oscar deixou boas lembranças, boas para manter as esperanças até a próxima corrida, em 2013. A justiça, duvidosa nos últimos 2 anos de prêmio, dessa vez foi feita.
O Oscar 2012 colocou um sorriso no rosto de muitos. De todos que torciam pelo triunfo dos nostálgicos O Artista e A Invenção de Hugo Cabret, para os que sonhavam com o reconhecimento da grande dama da premiação, Meryl Streep, para os que esperavam maior sucesso de Billy Crystal como apresentador do que, por exemplo, James Franco e Anne Hathaway. Também alegrou Harvey Weinstein, cada vez mais imbatível no Kodak Theatre. Mas a felicidade aqui é outra: a dos que acertaram várias apostas no bolão TTF e conquistaram seu lugar no confuso pódio. Quem ganhou as medalhas de Ouro, Prata e Bronze? Confira:
1º Volcof Antunes - 20 pontos
2º EMPATE (18 pontos)
Leonardo Martins
Matheus Rufino
Rodrigo Laurentino
3º Ana Clara - 17 pontos
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